Plauto.
Ah!
Esse teu escrever louco, alucinante!
Fazendo
emergir das profundezas d´alma,
Dores,
feridas, as lavas de um estreante,
De
noites perdidas, sem riso nem palma.
Triste!
Tímido! Tu, amargo principiante,
Que
a mente espreme e quer do amor falar!
Mas,
não consegues, porém, nem por instantes,
Sequer
frases alegres de canto entoar!
Escrever é preciso, ao teclado ferir,
Escolhendo
pontos, palavras, acentos,
Formas
como irás a todos exprimir,
Tormentos
que envolvem de escuridão!
Assolando
tuas noites, tenaz a reprimir,
Cruel
algoz te sufocando o coração!
Tens
de continuar! Tens de viver! Avante!
Mostrar a todos, terno és como amante!
Quem
sabe então vir a sorrir, tu possas!
Poeta,
triste poeta, não podes silenciar!
Pois,
se com tua imensa dor provocas,
Alguma
inspiração virá para sentenciar.
Libertando
para tantos seios amorosos,
Outras vidas, corpos e coração bondosos!
Fica,
poeta, fica! Daqui não deves fugir!
Braços
fortes, robustos, virão te amparar!
- o0o -
CANTO DE AMOR CUBANO - YouTub/2 min

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