terça-feira, 23 de abril de 2013

POETA

Plauto.
Ah! Esse teu escrever louco, alucinante!

Fazendo emergir das profundezas d´alma,

Dores, feridas, as lavas de um estreante,

De noites perdidas, sem riso nem palma. 

 
Triste! Tímido! Tu, amargo principiante, 

Que a mente espreme e quer do amor falar!

Mas, não consegues, porém, nem por instantes,

Sequer frases alegres de canto entoar!

 
Escrever é preciso, ao teclado ferir,

Escolhendo pontos, palavras, acentos,

Formas como irás a todos exprimir, 

Tormentos que envolvem de escuridão!

 

Assolando tuas noites, tenaz a reprimir,

Cruel algoz te sufocando o coração!

Tens de continuar! Tens de viver! Avante!

Mostrar a todos, terno és como amante!

 

Quem sabe então vir a sorrir, tu possas!

Poeta, triste poeta, não podes silenciar!

Pois, se com tua imensa dor provocas,

Alguma inspiração virá para sentenciar.

 

Libertando para tantos seios amorosos,

Outras vidas, corpos e coração bondosos!

Fica, poeta, fica! Daqui não deves fugir!

Braços fortes, robustos, virão te  amparar!
- o0o -
CANTO DE AMOR CUBANO - YouTub/2 min
 
 
 


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