quinta-feira, 18 de abril de 2013

MEUS VERSOS

 
Plauto.
 Versos,
os meus versos,
são brancos versos,
em cadência,
pequena cadência,
cadência menor.
Devem ser lidos,
os ouvidos,
assim,
pertinho do mar.
Pois, aí,
onde o imenso,
o vasto,
quase infinito,
embebe a alma
de um sentimento,
tal qual o momento,
do meu versejar!
Então,
então me compreenderás!
Sentirás a onda que invade,
e sobre tudo se abate,
como no coração deste vate
que, na existência procura
a manhã,
mais uma tarde...
Porque,
a noite do nada,
já aí está,
tão perto da gente,
do meu versejar.

 - o0o -

 
 


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